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FOTOS DA FESTA DE XANGO -
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DESPEDIDA DO MESTRE ZÉ DA PINGA E PRESENÇA DO
MESTRE MANÉ SULINO - CLICK NO YOU TUBE.

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XANGÔ - PAI ALEX DA XANGÔ
Sua saudação – KAÔ KABICILÊ – significa
"Venham ver o Rei!"
Xangô foi o quarto rei lendário
de Oyo (Nigeria,Africa), tornado Orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são os raios e os trovões. Filho
de Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá,Oxum e Obá. Xangô é viril e justiceiro; castiga os mentirosos,
os ladrões e os malfeitores. Sua ferramenta é o Oxé: machado de dois gumes. É tido como um Orixá poderoso das religiões afros,
como Candomblé, Umbanda e outras.
Enquanto Oxossi é considerado o Rei da nação de ketu, Xangô é considerado o rei de todo o povo
yorubá. Orixá do raio e do trovão, dono do fogo, foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de
Egungun, sendo ele um dos Orixás que exerce poder sobre os mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar
nos Egbós de Ikú e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma
espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.
Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao
mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar
seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo
yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão
e a gamela, sendo que o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representa a livre passagem entre
os mundos, sendo Xangô um ancestral (Egungun). Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessários.
Tem também uma forte ligação com Oxumaré, considerando ele como seu fiel escudeiro.
Xangô é cultuado no Brasil, sob 12 (doze) qualidades. Vale salientar, que muitos seguem cegamente
as ditas qualidades de Xangô da Bahia, e não é bem assim por exemplo Airá é um outro Orixá que não se dá com Xangô,
e não deve ser cultuado da mesma forma.
OYÁ - YANSÃ - MÃE JUCILENE DE IANSÃ
Oyá, mais conhecida no Brasil sob o nome de Yansã, é a divindade dos ventos, das tempestades e do
rio Niger que, em Yorubá, chama-se Odô Oyá, o Rio Oyá. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso.
Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão ao país dos Baribas, a fim de trazer-lhe um preparado
que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz.
Oyá, desobedecendo as instruções do esposo, experimentou esse preparo no caminho de volta a Oyó,
tornando-se também capaz de cuspir fogo, o que provocou grande desgosto em Xangô que desejava guardar, só para si, esta terrível
faculdade. Oyá foi, no entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final de seu reinado, seguiu-o na sua fulga ao páis
de Tapa. E quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kosô, ela repetiu o feito em Irá. Antes de se tornar mulher
de Xangô, Oyá tinha vivido com Ogun. como a aparência do deus do ferro e dos ferreiros e causou-lhe menos efeito que a elegância,
o garbo e o filho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô e Ogun, enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival; mas este foi
à procura de Olodumaré, o deus supremo, para confessar-lhe que havia ofendido Ogun.
Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe:
"Você, Ogun, é mais velho do que Xangô!" (seu avô, se acreditarmos nas lendas onde ogun é pai de Oranmiyan e este, pai de
Xangô). "Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô, e aos dos outros Orixás, você não deve se
aborrecer, não deve brigar, deve renunciar a Oyá sem recriminações". Mas Ogun não foi sensível a este apelo, dirigido aos
seus sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se ã perseguição dos fugitivos e, como vimos
anteriormente, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel que foi, então, dividida em nove partes.
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