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XANGÔ  -  PAI ALEX DA XANGÔ

Sua saudação – KAÔ KABICILÊsignifica "Venham ver o Rei!"

Xangô foi o quarto rei lendário de Oyo (Nigeria,Africa), tornado Orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são os raios e os trovões. Filho de Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá,Oxum e Obá. Xangô é viril e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Sua ferramenta é o Oxé: machado de dois gumes. É tido como um Orixá poderoso das religiões afros, como Candomblé, Umbanda e outras.

Enquanto Oxossi é considerado o Rei da nação de ketu, Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Orixá do raio e do trovão, dono do fogo, foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, sendo ele um dos Orixás que exerce poder sobre os mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar nos Egbós de Ikú e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.

Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão e a gamela, sendo que o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representa a livre passagem entre os mundos, sendo Xangô um ancestral (Egungun). Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessários. Tem também uma forte ligação com Oxumaré, considerando ele como seu fiel escudeiro.

Xangô é cultuado no Brasil, sob 12 (doze) qualidades. Vale salientar, que muitos seguem cegamente as ditas qualidades de Xangô da Bahia, e não é bem assim por exemplo Airá é um outro Orixá que não se dá com Xangô, e não deve ser cultuado da mesma forma.

OYÁ - YANSÃ -  MÃE JUCILENE DE IANSÃ

Oyá, mais conhecida no Brasil sob o nome de Yansã, é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Niger que, em Yorubá, chama-se Odô Oyá, o Rio Oyá. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso.
Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão ao país dos Baribas, a fim de trazer-lhe um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz.
Oyá, desobedecendo as instruções do esposo, experimentou esse preparo no caminho de volta a Oyó, tornando-se também capaz de cuspir fogo, o que provocou grande desgosto em Xangô que desejava guardar, só para si, esta terrível faculdade.
Oyá foi, no entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final de seu reinado, seguiu-o na sua fulga ao páis de Tapa. E quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kosô, ela repetiu o feito em Irá.
Antes de se tornar mulher de Xangô, Oyá tinha vivido com Ogun. como a aparência do deus do ferro e dos ferreiros e causou-lhe menos efeito que a elegância, o garbo e o filho do deus do trovão.
Ela fugiu com Xangô e Ogun, enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival; mas este foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para confessar-lhe que havia ofendido Ogun.
Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogun, é mais velho do que Xangô!" (seu avô, se acreditarmos nas lendas onde ogun é pai de Oranmiyan e este, pai de Xangô). "Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô, e aos dos outros Orixás, você não deve se aborrecer, não deve brigar, deve renunciar a Oyá sem recriminações". Mas Ogun não foi sensível a este apelo, dirigido aos seus sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se ã perseguição dos fugitivos e, como vimos anteriormente, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel que foi, então, dividida em nove partes.